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A jornalista Rachel Sheherazade, do SBT, se defendeu das acusações de ter influenciado o linchamento de uma dona de casa em Guarujá, ela afirma que condena a atitude dos justiçamentos, e que sua opinião sobre o menor infrator preso ao poste, no Rio de Janeiro, foi apenas situando os fatos e compreendeu as possíveis causas do fenômeno da justiça com as próprias mãos. Leia o e-mail que ela enviou a colunista Mônica Bergamo, da Folha de SP.

“O justiçamento é uma prática abominável de aplicação de penas de tortura e/ou morte, ao arrepio das leis e do Direito. Esse ato medonho sempre acompanhou a história da humanidade. Há relatos de justiçamento desde os primórdios das civilizações. Essa prática não é exclusividade do nosso tempo nem do nosso país. Acontece que, após a repercussão do caso de menor infrator preso ao poste [no Rio de Janeiro], a imprensa passou a noticiar mais casos semelhantes. A tentativa de atribuir ao meu comentário a responsabilidade pela violência crônica e endêmica que vive nosso país é no mínimo leviana. Como jornalista cabe a mim noticiar os fatos. Como comentarista, analisá-los sob meu ponto de vista. E o meu direito a opinião é garantido pela Constituição Federal. Não me cabe a responsabilidade pela falta de segurança no país, pelo sucateamento da polícia, pela morosidade da Justiça, enfim, pela sensação de impunidade e impotência que espalha o medo e o desespero entre a população. Como jornalista, apenas situei os fatos, apontei e ‘compreendi’ as possíveis causas do fenômeno justiçamento. O resto não passa de linchamento moral.”

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