A perda auditiva não identificada na infância leva a um impacto no desenvolvimento da criança, com consequências em diversas etapas de sua vida, com comprometimento da comunicação, desempenho escolar e desenvolvimento emocional.

Portanto, o diagnóstico e a intervenção na deficiência auditiva devem ocorrer nos primeiros meses de vida. Existem vários trabalhos hoje mostrando a diferença no desenvolvimento da linguagem e vocabulário destas crianças se comparadas com aquelas que foram diagnosticadas tardiamente.

Segundo a Otorrinolaringologista, Dra. Andréa Pires de Mello, o diagnóstico precoce é fundamental para amenizar possíveis déficits de aprendizado e outros problemas decorrentes da perda auditiva.

  • “Não temos dados específicos, mas estima-se que, em recém-nascidos de baixo risco, a deficiência auditiva bilateral esteja presente em 1 a 3 crianças a cada 1000 nascidos vivos. E quando este levantamento é feito nas UTIs neonatais, essa incidência vai para 2 a 4, a cada 100 nascidos vivos. Então, é extremamente importante este diagnóstico precoce – declara Dra. Andréa Pires de Mello.”

Entenda melhor a importância da Avaliação da audição dos bebês.

O que é recém-nascido de alto risco?
Existem alguns indicadores de risco associados à perda auditiva como, prematuridade, baixo peso ao nascer, uso de antibióticos ototóxicos, internações em UTI, infecções neonatais, icterícia neonatal, entre outros. Também há a preocupação dos pais em relação à audição desta criança e ao atraso no desenvolvimento da fala.

O que a legislação brasileira determina hoje em relação à avaliação da audição destas crianças?
Entre 1998 e 2004 foram aprovadas leis estaduais e municipais tornando obrigatória a triagem auditiva neonatal universal. Porém, em 2010, este direito passou a ser garantido pela Lei Federal nº 12.303.

O que é a Triagem Auditiva Neonatal Universal (TANU) ?
A Triagem Auditiva Neonatal (TAN) tem como objetivo identificar, logo ao nascimento, os recém-nascidos (RN) passíveis de serem portadores de uma deficiência auditiva. É a avaliação auditiva realizada em todos os bebês e não somente naqueles considerados de risco para desenvolver a perda auditiva. Daí o termo TANU – Triagem Auditiva Neonatal Universal, mais conhecido como TESTE DA ORELHINHA. Caso esta avaliação seja realizada somente nos bebês do grupo de risco deixaremos de identificar cerca de 50 % dos recém-nascidos com perda auditiva.

Como é realizada esta Triagem Auditiva?
Os testes utilizados são as Emissões Otoacústicas e o BERA (Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico), que são testes não invasivos e relativamente rápidos.

Dra Andrea Pires de Mello, é Médica Otorrino, Chefe do Centro de Pesquisa da Audição e Equilíbrio da Clínica Pires de Mello e Mestre pela Fiocruz (ENSP).

www.andreapiresdemello.com.br
Instagram: @DraAndreaPiresdeMello

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