O novo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, anuncia na manhã desta terça (17) o nome de Ilan Goldfajn para comandar o Banco Central (BC). Ele já foi diretor de Política Econômica do próprio BC no mandato de FHC e no início do governo Luiz Inácio Lula da Silva, entre 2000 e 2003. Ele ainda precisa ser aprovado pelo Senado. Meirelles afirma que prefere fazer o anúncio antes da abertura dos mercados.

Henrique Meirelles anuncia ainda Marcelo Caetano para a Secretaria da Previdência, de acordo com o G1. Caetano é economista pelo Ipea desde 1997.

O ministro nomeia Mansueto de Almeida Júnior para o comendo da Secretaria de Acompanhamento Econômica e aponta Carlos Hamilton para a Secretaria de Política Econômica.

Meirelles, diz que a Secretaria de Acompanhamento Econômico vai focar nas despesas públicas, na qualidade e no acompanhamento delas. Vai fazer um diagnóstico preciso e correto que dará fundamento às medidas que serão tomadas. Já a Secretaria de Política Econômica terá a função de formular as políticas macroeconômicas que vão fundamentar as ações do governo federal.

O ministro afirma que a Secretaria da Previdência tem como finalidade formular uma política de Previdência no Brasil. Enfatiza que a reunião com as centrais sindicais na véspera, sobre Previdência, decidiu que uma proposta de reforma deve ser apresentada em 30 dias. “Não temos uma proposta pronta e não vamos fazer nada precipitado”, disse Meirelles. Ele ainda afirma que uma das questões mais profundas sobre a reforma da Previdência é definir o que é direito adquirido e o que é apenas expectativa de direito adquirido. O importante é haver uma Previdência sustentável no futuro.

Presidente do BC deixa de ser ministro, mas a garantia de foro especial deve, por meio de Proposta de Emenda Constitucional, ser mantida no cargo. Também será proposta a autonomia técnica e decisória do Banco Central. Meirelles espera contar com a colaboração do agora ex-presidente do BC, Alexandre Tombini, no governo federal.

O ministro destaca que novas decisões serão tomadas nos próximos dias. A próxima rodada de decisões será sobre os bancos públicos e todos que não têm substitutos permanecem nos seus cargos como é o caso de Jorge Rachid. No entanto, destaca que nada impede que outras mudanças sejam anunciadas mais adiante.

Sobre o CPMF e Cide, Meirelles diz que não tem decisões tomadas. Garante que tudo será objeto de análise dos órgãos do governo, da Casa Civil e do próprio presidente interino Michel Temer.

Para o ministro, se nada for feito, se não for restaurada a confiança e com a economia em contração, o que não deve acontecer, o desemprego poderia chegar a 14% ao ano. Mas a ideia é tomar medidas para evitar isso. Questionado sobre a situação das contas públicas, Meirelles é categórico: “Vamos dar números, para que todos julguem e todos qualifiquem. Me parece mais objetivo.”

Sobre a proposta de autonomia técnica de decisão do BC, o ministro diz que é um “avanço enorme”, pois torna norma constitucional o que hoje era apenas um acordo verbal. Meirelles nega relatos da imprensa de que integrantes do governo afastado tenham deletado dados e arquivos.

Em relação ao cenário externo, Meirelles afirma que existem desafios, mas “não nos compete fazer previsões” sobre cenários econômicos nos outros países. “Não existe um clima de crise iminente.”

 

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