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[dropcap]T[/dropcap]alvez a maior dificuldade para a maioria das pessoas seja a organização do seu universo financeiro, concernente à possibilidade de se manter através do seu salário, ou de qualquer outra fonte de renda que venha auferir. O poder de compra de determinados indivíduos não permite a realização de sonhos de consumo, mas para tanto, e não enxergando risco nenhum se lastreiam de uma estrutura creditícia envolvendo cheque especial, cartões de créditos e financiamentos de toda ordem, mergulhando em um oceano de infinitas possibilidades de consumo desmedido e desordenado.

Há relatos de pessoas que se dizem “enroladas”, porque compraram um apartamento e está pagando o financiamento, apesar de seu nobre e relevante motivo de contratação, o lar ou o investimento é o único responsável pelo descontrole financeiro. Uma análise fria mostra que outros gastos que obrigatoriamente não foram financiáveis com a pompa da compra do apartamento devem constar como passivo ou obrigações a pagar como os feriados e finais de semana de gastança prolongada a reboque de cartões de créditos, como também as liquidações imperdíveis, as compras de celulares, roupas, sapatos e acessórios com o único objetivo de estar em evidência, na moda, e que na maioria das vezes são desnecessários se constituindo em puro exercício de vaidades pessoais, impactando negativamente nas disponibilidades e colocando em risco a liquidação de sonhos maiores.

Afinal qual é a sua realidade de consumo dentro de seu estado de ser financeiramente? Ou ainda, qual é o alcance da realidade de consumo dentro da sua capacidade de ter algo através dos seus recebíveis? Esse questionamento imperativo vale para aquisição de um sonho de consumo, como também para as pequenas necessidades da vida, como forma de estabelecer limites e delimitar áreas de atuação do seu poder de compra.

Esta breve reflexão passa obrigatoriamente pelo processo de desenvolvimento de capacidades física, intelectual e moral de organizar as finanças pessoais no que tange a circulação e gestão do dinheiro de cada indivíduo, a educação financeira. Um bem necessário a todos, um estágio superior longe dos devaneios, e estabelecido em uma plataforma de planejamento, para que cada ação de demanda financeira tenha o intuito, o entendimento e a compreensão do que de fato necessita-se adquirir, estabelecendo etapas a serem ultrapassadas como em um jogo de vídeo game, não se vence o jogo sem antes cumprir as fases que o compõe, conquistando em cada fase o que realmente é útil e necessário para a existência e para o viver naquele estágio.

planejamentoÉ claro que a saúde física é o bem maior, muito mais importante que o dinheiro, porém nãopodemos esquecer que o dinheiro – bem gerido – é a peça que move e faz girar o mercado suprindo as necessidades de todos, mas dominá-lo é uma conquista, que depende de boa dose de perseverança que deve ser somadas a atitudes sensatas e equilibradas no dia a dia, para que o resultado monetário do labor possa estar ao nosso lado nos permitindo a realização de sonhos materiais, alcançados em função da obtenção da outra saúde, a saúde financeira – não menos importante – que será adquirida de forma ritualística, dedicada e assídua no desenrolar e desempenho do planejamento bem elaborado, estabelecido e definido como meta realizável.

Gastar menos do que se aufere é o obvio, porém o problema com o dinheiro não é matemático e sim comportamental, pois depende da mudança de paradigmas, em principio deve-se trabalhar o emocional e, com o aprendizado frio subtraído do planejamento buscar formas novas de ver as coisas com objetivo de fortalecer, aprimorar, desenvolver, qualificar, capacitar, legitimando os bons hábitos e comportamentos que emanam do seu projeto de vida. É praticando a arte de planejar que vislumbramos novos meios de cuidar de um futuro próspero, zelando para que esse futuro não se distancie da nossa realidade, daquilo que queremos. Em suma, planejar é dar um norte as nossas preferências e necessidades, para que quando nas esquinas da vida os imprevistos vir ao nosso encontro, surja novos caminhos no sentido da busca do equilíbrio de uma vida financeira mais saudável, mais tranqüila e administrável em função da organização pré-estabelecida.

aplicativos gestãoHoje existem inúmeras ferramentas para gestão financeira pessoal de excelente qualidade, no sentido da ordenação gerencial do dinheiro a disposição de todos, que podem auxiliar no controle e na administração financeira dos recursos e suas demandas, são inúmeros aplicativos utilizáveis em computadores, celulares e outras mídias afins, que só serão úteis se obrigatoriamente os usuários se submeterem a vencer suas paixões de consumo passando pela mudança de conduta pessoal em relação a suas finanças. O ato de planejar deverá obrigatoriamente trabalhar com foco na mudança de comportamento em relação ao dinheiro, devendo em primeiro lugar diagnosticar objetivando analisar se é aquela a melhor opção, sonhar com os pés no planejamento, orçar para se ter previamente idéia de desembolso, e poupar com a certeza de que o futuro é incerto. Seguindo essa linha não importa o sonho, pois foram racionalizados os impulsos que contribuíam para uma má qualidade da vida financeira, pois o crivo da organização e a disciplina imposta pelo planejamento estabeleceram limites para o represamento dos impulsos naturais de consumo exacerbado.

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