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Imagem: reprodução da Internet

Como seres gregários – não etimologicamente na essência vocabular – ou seja, bandos no contexto de grupos sociais, seres humanos que precisam estar juntos na busca de uma participação e de uma existência válida e humana, cada um com seus propósitos, desejos e vontades. Seres que se agregam em família e fora dela na tentativa de construir o melhor para suas vidas. Fortalecendo seus laços de relacionamentos em um determinado espaço de tempo, cheios de plenitude sonham com um mundo humanizado, tolerante e amadurecido. Dentro deste universo habilitado para uma convivência frutífera, há um ambiente criado pela existência célere do tempo, pelas diferentes patologias, fatores genéticos e outras circunstâncias da vida que podem transformar homens ativamente produtivos em homens decrépitos, destes, bom número se tornaram um peso social, negligenciados e condenados à solidão sem o devido apoio e assistência da família e do Estado.

 

A família e parte da sociedade não trata o idoso com devido respeito, ainda há ambientes empresariais sem placas de sinalização e indicativas de preferências; locais sem estrutura não dispõe de destinação especifica para atendimento especial; há setores onde a informação é truncada; funcionários despreparados, indiferentes e insensíveis desconhecem o óbvio. Por sua vez o Estado paga aposentarias irrisórias para o sustento do idoso; oferece serviços precários de saúde e de transporte, se posicionando de forma a descriminar o idoso sem levar em conta que o mesmo teve participação ativa no progresso e na formação da sociedade que ora o desassiste.  Às vezes a família não se enxerga como vetor e agente transformador da realidade em parte pela falta de educação e conhecimento ou mesmo pelo fato de não possuir estrutura financeira adequada, fato que os obriga a nada pode fazer.

A educação como todo processo deve ser continua na formação de gerações que possam se habilitar a conhecer a realidade do idoso se posicionando como tal, gerações que legitimamente constituídas pelo conhecimento de causa possam se transformar e formar novos agentes para a metamorfose necessária de tal realidade, coerentes e condizentes com as necessidades que urgem, essas gerações terão que serem cônscio do seu papel, pois serão os idosos de amanhã. Todos devem conhecer seus deveres para tanto é necessário aprendizado, um plano de desenvolvimento educacional, onde todos saibam da obrigatoriedade de ser cidadão na comunidade de forma didática e concisa, o Estado deve fazer prevalecer às políticas públicas em todo território Nacional divulgando-as e fazendo valer suas diretrizes em sua totalidade e rigor, pois ao Estado não compete ser omisso ou negligente.

exclusão idosos

As leis em formas de políticas públicas emergem de um oceano social de necessidades, com o objetivo de suprir a falta de condições mínimas e necessárias para o homem exercer de forma plena a posição de um ser digno de existência. A relação do homem com o tempo dar uma dimensão existencial, restando-lhe como fruto desta o envelhecimento, envelhecer não é um mal, o mal estar em ser tratado como um problema. O fato é que todos os seres vivos terão que necessariamente passar pelo os mesmos processos, é o curso natural da vida, em função da relação intima que mantém com o tempo. Notadamente a velhice deve ser tratada de modo diferenciado e particular, levando-se em conta a estrutura social, cultural, econômica e politica a que o individuo pertence, todos esses fatores serão os definidores das perdas e limitações, do espirito do idoso e do ritmo de vida que terá.

A lei 10.741 de 01 de outubro de 2003, conhecida como Estatuto do Idoso, torna-se o advento que vem dar dignidade a seres racionais naquele diploma defendido, portanto a dignidade é para o homem enquanto ser racional um valor indissociável que identifica e distingui o homem das coisas. É claro todas as constituições fincadas na égide do Estado Democrático de Direito, fazem alusão e tratam a dignidade como medida do justo, do reto, do probo, do honesto. Mas não podemos deixar de frisar que há todo um caminho a ser percorrido com o objetivo de se determinar em meio a tantas formulações doutrinárias um pensamento que determine o que realmente é dignidade da pessoa humana. Não parece ser digno que um homem ao reivindica para si um direito adquirido, após ter contribuindo por décadas com suas obrigações tenha como resposta entraves burocráticos em forma de rito sumário que o impossibilita de pleitear o que lhe é garantido constitucionalmente.

O descaso, a ineficiência e o despreparo dos nossos administradores preocupados em corromper e ser corrompido afetam todos os dias diretamente a dignidade de uma massa de seres que envelhecidos pelo tempo e desprovidos de saúde já não detém a força de mão de obra. O país envelhece e idosos passam a aumentar uma parcela relevante da população, um número significativo de homens em busca de saúde, cultura e espaço na sociedade, enquanto que do lado da gestão da coisa pública não vislumbramos estrutura para a efetivação integral de tais direitos, haja vista a expectativa social gerada pela máquina do governo. Portanto compete ao cidadão defende o Estatuto do Idoso, denunciando à autoridade competente qualquer tipo de violação ao direito do idoso. Autoridades neste país, temos aos montes, quanto a competência, essa estar restrita ao foro íntimo, só vale para seus interesses pessoais.

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