A Espanha registrou, nesta segunda-feira (29/11), o primeiro caso da variante Ômicron do novo coronavírus no país. O caso foi confirmado pela unidade de microbiologia do hospital Gregorio Maranon, em Madrid, após sequenciamento genético do vírus.

O paciente é um homem de 51 anos que chegou da África do Sul no domingo (28/11), após uma escala em Amsterdã, na Holanda. De acordo com as autoridades espanholas, ele apresenta sintomas leves e passa bem.

Primeiro caso na Suécia

A Agência de Saúde Pública da Suécia também confirmou o primeiro caso de Covid-19 relacionado à nova linhagem, nesta segunda-feira.

Em um comunicado, a agência informou que o caso foi descoberto a partir da análise de um teste feito há pouco mais de uma semana por um passageiro que esteve na África do Sul.

“Esperava-se que encontrássemos a variante também na Suécia, pois ela foi descoberta em vários outros países da Europa. As informações que temos sobre a variante significam que devemos levá-la muito a sério até sabermos mais sobre ela ”, disse a agência.

Casos pelo mundo

Além da África do Sul – considerado o epicentro da Ômicron -, a nova variante já foi encontrada também na Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Botswana, Canadá, Dinamarca, Escócia, França, Reino Unido, Holanda, Hong Kong, Israel, Itália e Portugal.

Até o momento, não foram registradas mortes associadas à nova cepa do coronavírus. No domingo (28/11), a Anvisa informou que um paciente vindo da África testou positivo para a Covid-19. No entanto, ainda não se sabe se a cepa que o contaminou foi a Ômicron.

Transmissibilidade

Apesar de a Ômicron ter chegado rapidamente em países dos cinco continentes, ainda não é possível afirmar que a variante é mais transmissível do que as demais.

Estudos epidemiológicos estão em andamento na África do Sul. As pesquisas visam identificar se o aumento expressivo de casos no país está relacionado às características dela ou a outros fatores, como a baixa taxa de vacinação no país – só 24% da população sul-africana concluiu o esquema de imunização.

Reinfecção

As primeiras evidências sugerem que o risco de uma pessoa que já teve Covid-19 no passado desenvolver a doença novamente após ser infectada com a Ômicron é maior, em comparação com as outras variantes de preocupação. Segundo a OMS, mais informações sobre o assunto estarão disponíveis nos próximos dias e semanas.

Fonte: TV Gazeta

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