Em Maceió para participar do Seminário dos Dirigentes Municipais de Educação de Alagoas, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, destacou o compromisso do governo federal para o fortalecimento do ensino básico. A solenidade aconteceu nesta sexta-feira (5), no auditório da Uninassau, no bairro do Farol, em Maceió. O evento contou com a presença do senador Collor (PROS) e do presidente da Câmara Federal, deputado Arthur Lira (Progressistas).

Na solenidade, Milton Ribeiro lembrou que estudou em escola pública e que aceitou assumir a posição de ministro para retribuir o que recebeu do país. “Quando o presidente me convidou, eu pensei que estava na hora de devolver ao meu país e minha nação o pouco que meu país me deu. Assim, eu deixei o conforto da minha casa e disse para o presidente: estou indo para perder dinheiro, porque eu era diretor de uma multinacional.

Segundo ele, durante a pandemia, que afetou o mundo interior, o primeiro passo foi fazer um diagnóstico das diferentes realidades para preparar ações efetivas. “A primeira foi uma obra para cuidar das crianças. Eu sei que tem pessoas que sabem que a qualidade do ensino é falha. Foram as escolhas pedagógicas equivocadas para a alfabetização. Não tem como pensar com crianças de 12 anos analfabetas, por isso estamos capacitando professores e estamos construindo o alicerce. A universidade é importante, mas é telhado. Temos que dar atenção para a educação básica, e é isso que quero fazer.”

Para o ministro, a realidade do Brasil é bem triste, porque muitas escolas fecharam as portas entre 2020 e 2021. “A realidade é bem triste, porque muitos fecharam as escolas. Abriram tudo, mas fecharam as escolas e isso foi muito triste para todos nós. O ministro da Educação não tinha poder de mandar ninguém abrir escola, e até o próprio Supremo Tribunal Federal disse que a questão de gestão de abertura ou não de escolas cabia aos gestores locais. O que eu fiz foi dar as condições, as orientações, e até suporte financeiro para que os gestores municipais e estaduais pudessem abrir as escolas. Eu falei insistentemente que estava na hora de, tomadas as precauções dos protocolos, as crianças voltarem. O que nos consola é que não foi um fato exclusivo do Brasil. O mundo todo enfrenta essa realidade que nós enfrentamos hoje”, destacou.

De acordo com o ministro, técnicos do Ministério da Educação já estão em Alagoas capacitando os prefeitos para que eles possam buscar os aportes financeiros. “Os técnicos do MEC já estão aqui capacitando os prefeitos sobre a questão da burocracia própria dos governos. Agora, nós vamos aguardar a questão do orçamento. Eu fiz um pedido de aumento do orçamento para o ano que vem e, nesse ponto, nosso presidente Jair Bolsonaro e também o Arthur Lira têm sido muito sensíveis. Eles acreditam que a Educação é um dos grandes pontos, que nós precisamos retomar. Eu já tenho dito e vou repetir que, no ano da pandemia, os grandes protagonistas foram os médicos, os profissionais de Saúde e os hospitais. No pós-pandemia, serão os professores, as escolas e os profissionais de Educação”, disse.

Presente no evento, o senador Fernando Collor afirmou que a iniciativa é importante para que a população entenda que a educação é a base de qualquer civilização e que não há como alavancar uma sociedade sem educação. “A nossa preocupação tem que ser no setor da educação. E que todos nós precisamos dar prestígio para nossos professores e professoras. Tudo aquilo que está sendo discutido é de extrema importância para que a gente possa fazer uma plataforma de novas ideias e possamos acreditar que é na educação que se baseia uma nova etapa na vida de cada um.”

Já o presidente da Câmara Federal, deputado Arthur Lira, ressaltou que o evento reúne os secretários municipais de educação para mostrar os novos programas e deixar o governo federal mais próximo das Secretarias Municipais de Educação, trazendo um melhor aproveitamento da área afetada nos últimos dois anos pela pandemia. “Nós estamos honrados em poder participar, e eu espero que tenha sido dois ou três dias de muito aproveitamento para que as novas oportunidades que o governo federal está proporcionando chegue de maneira mais eficaz para os alunos de Alagoas.”

Sobre a PEC dos precatórios, Arthur Lira explicou que serão pagos R$ 40 bilhões dentro do teto de gastos, tendo como critérios os RPVs, os super precatórios e os precatórios alimentícios, que são aquelas para pessoas mais carentes, com comorbidades, idosos, entre outros. “Logo após esses, imediatamento, os [precatórios] do Fundef. Então, numa proporção de 40% do débito do Fundef, que é o que os governadores conseguem gastar, conseguem pagar no ano de 2022. Nós estamos com a PEC 13 em apreciação, já para flexibilizar quem não conseguiu gastar os 25% de educação em 2020 e 2020. Nós estamos priorizando os professores e os precatórios do Fundef.”

Fonte: TV Gazeta

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