Cientistas da Escola de Medicina Tropical de Liverpool, na Inglaterra, descobriram que pacientes com quadro grave de varíola dos macacos podem continuar infectados por até dez semanas.

Ao estudar sete casos registrados no Reino Unido entre 2018 e 2021, os pesquisadores encontraram um paciente que testou positivo para a doença mais de 70 dias depois de apresentar os primeiros sintomas.

O homem de aproximadamente 40 anos, que não teve o nome identificado, foi infectado pelo vírus na Nigéria e hospitalizado posteriormente no Reino Unido.

Ele permaneceu internado por 39 dias até ser considerado curado e receber alta médica. No entanto, seis semanas depois, as feridas da pele – características da doença – voltaram quando ele teve relações sexuais.

De acordo com os pesquisadores, ele também tinha gânglios linfáticos inchados e um novo teste comprovou que ele permanecia com o vírus.

O caso foi publicado nessa terça-feira (24/5), na revista científica The Lancet Infectious Diseases.

“O vírus permanece positivo na garganta e no sangue durante o curso da doença e talvez ainda mais após a erupção ser resolvida. Não sabemos se isso significa que esses pacientes são mais infecciosos por mais tempo, mas isso nos informa sobre a biologia da doença”, escreveu o médico e autor do estudo, Hugh Adler.

O normal é que o vírus desapareça em quatro semanas.

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