O Federal Reserve, Banco Central dos Estados Unidos, anunciou nesta quarta-feira (4/5) uma alta de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros, para o intervalo entre 0,75% e 1% ao ano. O aumento foi o segundo em menos de dois meses, e o maior desde maio de 2000.

Em uma tentativa de conter a inflação, o órgão estuda a possibilidade de outros seis aumentos dos juros — um por reunião — até o fim do ano. Em março, o país teve o primeiro aumento da taxa desde 2018.

“Apesar de a atividade econômica geral ter diminuído no primeiro trimestre, os gastos das famílias e o investimento fixo das empresas permaneceram fortes. Os ganhos de emprego foram robustos nos últimos meses e a taxa de desemprego diminuiu substancialmente”, diz nota do BC americano.

A elevação já era esperada pelo mercado financeiro, que vê a economia norte-americana sofrendo com os desequilíbrios de oferta e demanda em função da pandemia, preços mais altos de energia e incerteza frente à invasão da Ucrânia.

“Com o adequado fortalecimento da política monetária, o Comitê espera que a inflação volte ao seu objetivo de 2% e o mercado de trabalho continue forte. Em apoio a essas metas, o Comitê decidiu aumentar a faixa-alvo para a taxa dos fundos federais para 3/4 a 1% e prevê que os aumentos contínuos na faixa-alvo serão apropriados”, disse o Fed.

Fonte: TV Gazeta

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