Autoridades norte-americanas de segurança calculam que a Rússia mantém 150 mil soldados no território ucraniano. A invasão ao país começou em 24 de fevereiro.

Nesta segunda-feira (7/3), segundo informações da agência internacional de notícias Reuters, um integrante da cúpula da defesa dos Estados Unidos apresentou a estimativa, sob condição de anonimato.

Os militares, antes mesmo da invasão, estavam na fronteira do país. O presidente russo, Vladimir Putin, justificava a presença como “exercícios militares”.

“Essa é a nossa melhor estimativa no momento”, disse o funcionário.

O Pentágono, órgãos de defesa e segurança dos Estados Unidos, ordenou no fim de semana mais 500 soldados para a Europa. Ao todo, 100 mil estão no continente. Nenhum deles atuará em território ucraniano, que não faz parte da Otan.

Nesta segunda-feira (7/3), Vladimir Medinsky, negociador do governo russo, acusou o exército ucraniano de “sabotar” os “corredores verdes”, que são rotas de fuga onde não deveriam haver ataques. A fala foi feita enquanto representantes da Rússia e da Ucrânia tentam, pela terceira vez, negociar um acordo de cessar-fogo na guerra no Leste Europeu.

Segundo a agência de notícias russa Interfax, a reunião entre os negociadores começou pouco depois do meio-dia desta segunda-feira, pelo horário de Brasília.

“Vamos discutir as mesmas questões da solução política, aspectos humanitários e normalização militar do conflito”, detalhou Medinsky.

O negociador, no entanto, admitiu que os corredores de fuga não têm funcionado como deveriam, mas culpou os ucranianos pela falha. “A parte russa estava pronta para abrir esses corredores. Infelizmente, quase nenhum cessar-fogo foi respeitado. Observamos que os nacionalistas ucranianos estavam impedindo civis de saírem das cidades”, denunciou.

Ele acrescentou que, em Mariupol, civis foram usados como escudo humano. “Um grupo de 25 pessoas, de nacionalistas, com metralhadoras, tentaram sair da cidade. Eles estavam levando um escudo humano de 50 crianças e mulheres”, contou.

Entenda

Tropas russas invadiram o território ucraniano em 24 de fevereiro. A Rússia e a Ucrânia vivem um embate por causa da possível adesão ucraniana à Otan, entidade militar liderada pelos Estados Unidos.

Na prática, Moscou vê essa possível adesão como uma ameaça à sua segurança. Os laços entre Rússia, Belarus e Ucrânia existiam desde antes da criação da União Soviética (1922-1991).

O recrudescimento dos ataques, com mísseis, atentados contra usinas nucleares e bombardeios contra civis, fez a comunidade internacional impor sanções econômicas contra a Rússia.

Bancos do país comandado pelo presidente Vladimir Putin foram excluídos do sistema bancário global. Além disso, marcas e empresas suspenderam operações no país. O Banco Central e oligarcas russos, que são multimilionários, não podem realizar transações na Europa e nos Estados Unidos.

Além disso, a Rússia sofre pressão político-diplomática. Entidades como a União Europeia e a Organização das Nações Unidas (ONU) condenaram a invasão.

Fonte: TV Gazeta

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