A paralisação na produção de veículos devido à falta de componentes eletrônicos, associada a fatores como aumento no custo de matérias-primas como aço e alumínio, provocou uma disparada nos preços de automóveis novos e usados em 2021.
Neste segundo ano da pandemia do coronavírus, existe demanda reprimida: a falta de carros zero-quilômetro tem levado compradores a buscarem exemplares de segunda mão, cujos preços têm subido ainda mais.
Essa é uma má notícia para quem já está se programando para pagar o IPVA 2022 -afinal, o cálculo do imposto é realizado sobre o valor venal médio do veículo, enquanto as alíquotas variam de acordo com o tipo de carroceria e combustível em cada Estado.
De acordo com a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), entre fevereiro de 2020, mês imediatamente anterior ao início da pandemia, e julho de 2021 os preços de automóveis zero-quilômetro subiram 19,9%.
Considerando apenas exemplares usados, independentemente do ano/modelo, a alta foi ainda mais expressiva no mesmo período: 24,4%.
Especificamente no caso de São Paulo, a tabela com os valores venais para o cálculo do IPVA é fornecida pela Fipe e se baseia nos preços médios de setembro do ano anterior ao exercício: ou seja, em 2021 foram usados os preços de setembro de 2020.
Ao mesmo tempo, o calendário e a tabela do IPVA do ano seguinte são tradicionalmente divulgados em dezembro pela Secretaria da Fazenda e Planejamento do governo paulista.
Mesmo ainda sem os valores venais do IPVA 2022, a reportagem fez uma estimativa de quanto o tributo vai subir no próximo ano no Estado para cinco dos automóveis mais vendidos do Brasil -todos flex e, portanto, com alíquota de 4%.

Fonte: TV Gazeta

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