O tabu foi quebrado! Após derrotas nos três primeiros clássicos da temporada, o ASA conseguiu vencer o CSE na tarde deste domingo (19), no Estádio Juca Sampaio, em Palmeira dos Índios. O confronto, válido pela 10ª rodada do Grupo 4 da Série D, foi o quarto clássico da temporada, que terminou com o triunfo arapiraquense por 1 a 0, com gol de Diego Rosa.

A vitória do Lagarto sobre o Sergipe nesse sábado (18), havia tirado a liderança do Gigante, mas o resultado de hoje (19), devolveu a ponta. O Alvinegro agora tem 18 pontos, com uma vantagem boa, que o deixa próximo da classificação para o mata-mata. O Tricolorido, por outro lado, está em uma situação delicada. A derrota faz o clube permanecer em sexto, mas com apenas 11 pontos, dois abaixo do G4.

1º TEMPO

O Clássico do Agreste começou com clima de decisão e com uma linda festa no Estádio Juca Sampaio. A primeira chegada foi dos mandantes, com 2min. Luizinho tentou finalizar da entrada da área, contudo, mandou longe do gol alvinegro. Nos primeiros minutos, o ASA foi mais cauteloso, com a defesa bem postada. Assim, quem mais chegou na frente foi o CSE, mas sem conseguir furar a zaga adversária.

O Fantasma criou uma jogada com 10 minutos, após toque rápido, Roger Gaúcho tentou a finalização, mas para fora. O lance parece que deu combustível necessário e no minuto seguinte, aos 11min, o ataque foi fatal. Pelo lado esquerdo, Júnior Viçosa fez o pivô perfeito, tocou para Diego Rosa, que entrou na área e chutou por baixo do goleiro Alex: 1 a 0 para o Gigante.

O CSE ficou desconsertado com o gol sofrido e foi atrás do prejuízo logo na sequência. Aos 17 minutos, Izaldo pingou uma bola na grande área, mas Timbó cabeceou para fora. Na resposta do Fantasma, quase saiu o segundo gol. O contra-ataque foi perfeito e Júnior Viçosa tentou de voleio, mas a bola explodiu na trave. No rebote, Diego Rosa acertou o poste novamente. Roger Gaúcho ainda teve a chance em um segundo rebote seguido, mas finalizou para fora. Um susto grande para a torcida tricolorida.

A trave virou inimiga do ASA, que novamente a acertou com 26 minutos. Na tentativa de cruzamento de Alysson Dutra, a redonda desviou e tocou no travessão, com muito perigo. A vantagem era pequena, mas suficiente para os visitantes focarem na defesa. Com 32min, Luizinho teve que tentar de fora, mas Renan Rinaldi segurou sem sustos.

A ideia de chutar de longe se manteve, já que a muralha preta e branca seguia. Matheus Régis também tentou, porém, seu chute passou pela esquerda do gol, sem perigo, aos 35. Sem conseguir acertar dessa forma, o Tricolorido tentou pelo alto. Aos 38 minutos, Janelson apareceu de cabeça, mas tirou demais e desperdiçou a oportunidade. O CSE encerrou o primeiro tempo melhor. Sua última chance foi aos 46, quando Thiago Recife finalizou cruzado, dentro da área, mas Renan agarrou. Assim, a primeira etapa acabou com a vantagem arapiraquense.

2º TEMPO

Sem mudanças, as equipes voltaram do intervalo empolgadas. Mesmo com a vantagem, o ASA não foi tímido. Logo com 2 minutos, Roger Gaúcho fez uma jogada individual e finalizou para fora. O meia estava empolgado, tentando o seu gol. Aos 13 minutos, invadiu a área pelo lado direito e por mais que Feijão estivesse livre, Roger preferiu finalizar no canto. Contudo, a bola saiu.

O jogo foi ficando difícil, com o Tricolorido se atirando para o ataque e o Alvinegro se segurando. Fora de campo, o clima foi ficando quente, entre a torcida do CSE e os jogadores do ASA, que estavam no banco. Aos 22 minutos, o time palmeirense chegou perto do empate. Lima cobrou escanteio com muito veneno, a defesa tirou mas e Vargas finalizou de dentro da área. Para a sorte do Fantasma, Renan fez uma defesa sensacional.

Preocupado e querendo o resultado, Jota decidiu acionar peças defensivas, para reforçar a marcação. A resposta de Betinho foi direta e reta, subindo suas linhas e enchendo a equipe de atacantes. Aos 32 minutos, o CSE já tinha quatro atacantes em campo.

O bombardeio palmeirense foi claro, especialmente após o time de Jota recuar totalmente as suas linhas. Após escanteio pelo lado direito, aos 39, Matheus Régis finalizou forte, mas a bola estourou na defesa alvinegra. No contra-ataque, Xande teve a oportunidade, porém também desperdiçou.

A equipe de Betinho tentou de todas as formas. Marcos Antônio foi o que mais arriscou, com chutes de longe. Aos 43 minutos, o CSE teve a melhor chance do empate. A marcação do Fantasma falhou, Grafite, completamente livre, tocou para Matheus Régis só empurrar para o gol. Afobado, o atacante não alcançou a bola. O nervosismo era gigante, para os dois lados e o ASA só se segurava.

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