Após ter o depoimento adiado, o editor da TV Globo Gabriel Luiz, 29 anos, esfaqueado em 14 de abril, será ouvido pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) na tarde desta segunda-feira (25/4), segundo a família. Ele seria ouvido na última sexta-feira (22/4), mas a família anunciou que a oitiva precisou ser adiada para “preservar a energia de Gabriel”.

O jornalista será ouvido no Hospital Brasília, no Lago Sul, às 16h, onde está sendo acompanhado por familiares e uma equipe médica. Segundo a mãe do jornalista, “Gabriel está muito bem” e deve receber alta nesta semana. “Tudo estará dependendo dos últimos exames e do depoimento, que será hoje”, informou à coluna.

Gabriel recebeu ao menos 10 facadas após ser abordado por dois homens na frente do prédio onde mora, no Sudoeste, no último dia 14. Ele foi atendido, inicialmente, no Hospital de Base, onde passou por cirurgias. Depois, o jornalista foi transferido para o Hospital Brasília, no Lago Sul.

Na terça-feira passada (19/4), Gabriel Luiz deixou a UTI e foi para um quarto, onde se recupera dos ferimentos.

O crime

A PCDF deteve os dois suspeitos de terem atacado Gabriel Luiz com pelo menos 10 facadas. Os criminosos foram levados à delegacia no dia 15, menos de 24h após o crime. A corporação confirmou que o caso se trata de uma tentativa de latrocínio.

Em entrevista coletiva, o delegado Petter Fischer Ranquetat, da 3ª DP (Cruzeiro), disse que José Felipe Leite Tunholi, 19 anos, e o comparsa, de 17, viram no jornalista uma potencial vítima e decidiram assaltá-lo.

Quando se aproximaram de Gabriel, o adolescente aplicou um golpe mata-leão – que consiste em apertar o pescoço da vítima com os braços –, enquanto José Felipe desferiu ao menos 10 golpes com arma branca. A dupla fugiu levando o celular e a carteira da vítima, com R$ 250. Depois, eles retiraram o dinheiro e descartaram os objetos na rua.

“Eles não conheciam o Gabriel. Só depois viram quem era a vítima e a repercussão do caso. O maior fez planos de fugir para Paracatu (MG), mas conseguimos evitar e detê-lo”, ressaltou Petter. Para fugir, José teria furtado 550 euros da mãe.

Antes de saber do crime contra o filho, a mãe do jornalista, a empresária Cacia Attias, afirmou ter sonhado com um anjo que tinha a asa ferida.

“Dois dias antes de acontecer, eu sonhei que um anjo tinha caído na minha varanda com a asa ferida, e eu queria ajudá-lo a voltar a voar. Foi um sonho muito real, mas na hora a gente não sabe o que significa”, disse.

Fonte: TV Gazeta

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