assinado pelo Mercosul com a União Europeia após 20 anos marca o fim do isolamento do bloco, avaliam analistas ouvidos. O tratado é o mais ambicioso já feito pelo grupo de países sul-americanos. Até então, só existiam acordos de livre comércio com Israel, Palestina e Egito – economias pequenas e de pouca representatividade no comércio internacional.

Para os europeus, o fim da negociação também é um marco relevante. É o segundo maior acordo já acertado pela União Europeia. Só perde para os japoneses.

“A primeira consequência desse acordo é o fim do isolamento do Brasil e do Mercosul”, diz o presidente executivo da Abitrigo (Associação Brasileira das Indústrias do Trigo) , Rubens Barbosa. “O Mercosul estava isolado há 20 anos”, afirma Barbosa, que também foi embaixador do Brasil em Washington, nos Estados Unidos.

O acordo firmado nesta sexta-feira (28) vai zerar tarifas para importantes produtos agrícolas exportados pelo Brasil, como suco de laranja, frutas e café solúvel. As taxas para exportar produtos industriais também serão eliminadas. Haverá ainda cotas para a venda de carnes, açúcar e etanol.

O acerto também vai reconhecer como distintivos do Brasil vários produtos como cachaças, queijos, vinhos e cafés. Pelos novos termos, serão fixadas uma série regras, padrões e compromissos em diversas áreas, como em propriedade intelectual e meio-ambiente.

A União Europeia é o segundo parceiro comercial do Mercosul. A corrente de comércio entre os dois blocos foi de mais de US$ 90 bilhões em 2018.

Fonte: G1

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