O mercado financeiro enfrenta um dia turbulento nesta segunda-feira (13/6), com uma alta que fez o dólar ultrapassar a barreira dos R$ 5. Enquanto isso, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores, operava em queda de 2,64% às 15h30, marcando o sétimo declínio seguido.

Até 15h30, o dólar já havia atingido R$ 5,1374 (+2,98%) no mercado à vista. O valor é o mais alto desde 13 de maio, quando chegou a R$ 5,15 e a maior variação diária desde 22 de abril (+4%).

“Na verdade, o que explica não é o real que está fraco, é o dólar que está forte contra todo mundo”, explica André Perfeito, da Necton Investimentos. “Isso tem a ver com uma discussão de temores a respeito de uma alta de juros mais forte da economia norte-americana, o que pode se traduzir no fortalecimento da moeda deles.”

Em meio à instabilidade, investidores têm um dia de risk-off, onde procuram ir para aplicações mais seguras, como o dólar e o ouro, e fugir da renda variável.

Na última sexta-feira (10/6), os EUA divulgaram o resultado da inflação em maio. Os preços no país atinfiram alta de 8,6% no acumulado em 12 meses, o maior índice desde dezembro de 1981. Com esse cenário, a percepção é de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) terá uma reação mais forte em suas decisões de política monetário nesta semana.

O contexto inflacionário não é tão diferente no Brasil. Na última quinta-feira (9/6), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, desacelerou para 0,47% no mês de maio. Em abril, o índice havia fechado em 1,06%. O acumulado em 12 meses, contudo, ainda é de 11,73%.

Com base no resultado, o Banco Central no Brasil decidirá sobre a Selic nessa quarta-feira (15/6), cenário que também se traduz em instabilidade.

Fonte: tv gazeta

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