Na abertura, patrocinadores reafirmaram compromisso com a produção audiovisual alagoano

Mostras Competitiva e Nacional ocorrem na Praça 12 de Abril

Já virou tradição. Há cinco anos a histórica cidade de Penedo, famosa por sua arquitetura barroca e pela Festa do Bom Jesus dos Navegantes, vem se tornando novamente a capital alagoana do cinema. Ao iniciar a 5ª edição do Festival de Cinema Universitário de Alagoas, a Universidade Federal de Alagoas (Ufal) busca trazer para o momento atual a importância do município para círculo dos grandes festivais de cinema nacional. Nessa direção, mais um passo foi dado na terça-feira (3), com a cerimônia de abertura do evento.

A noite de solenidade contou com realizadores de filmes, competidores, público, pensadores do cinema e patrocinadores. Entre estes estavam presentes representantes da Prefeitura de Penedo, Marcius Beltrão, da secretaria de Cultura do Estado, Melina Freitas, da Algás, Felipe Morais, além dos professores Eduardo Lyra, pró-reitor de Extensão da Ufal, Petrônio Coelho, diretor da Unidade de Ensino de Penedo, e de Sérgio Onofre, idealizador e coordenador do festival. Todos salientaram o desejo de aumentar os recursos para a realização do festival nos próximos anos.

Santa Rosa, curta-metragem de João Paulo Palitot, da Universidade Federal Fluminense, deun início à Mostra Competitiva

Para o pró-reitor Eduardo Lyra, apesar de toda a vontade da gestão em continuar com as ações, há a necessidade de parcerias para que o evento se concretize e é por isso que a Ufal vem atuando em conjunto com o governo do Estado. “Acho que o quinto festival tomou uma dimensão ainda maior e de importância para a formação acadêmica. Não é uma mostra artística apenas, mas um local para o debate acadêmico. Queremos consolidar, no futuro, o nome de Penedo no cenário nacional do cinema, mas mantendo nossas características, que é de formação crítica de estudantes e profissionais da área”, disse.

A secretária enfatizou que os recursos destinados ao Festival vêm aumentando ao longo dos anos. Ela relatou que o governador Renan Filho se sensibilizou com o evento e deve destinar ainda mais recursos para a sua realização, no próximo ano, quando serão utilizados outros dois cinemas restaurados, São Francisco e Penedo. “Para nós é uma satisfação fazer parte de um trabalho tão grandioso como esse. Tenho orgulho de fazer parte desse momento em que a Secretaria de Cultura deixa de ser apenas o apoio e passa a pensar a realização e a produção da cultura no Estado”, falou Melina Freitas.

O prefeito de Penedo parabenizou a Ufal pela iniciativa e lembrou o antigo festival da cidade, realizado nas décadas de 70 e 80, em que filmes e artistas nacionais participavam das exibições. “O evento nasceu com aquele cidadão, Sérgio Onofre, que não faria nada sem o apoio do reitor Eurico Lôbo, de Eduardo Lyra e do governo de Alagoas, que multiplicou em dez o patrocínio para o evento. No próximo ano, com certeza, Penedo será colocado no cenário nacional”, disse Marcius Beltrão.

“O nosso festival só ocorre no volume e na diversidade que acontece por causa dos parceiros aqui presentes. É uma ação conjunta e coletiva. Esse ano, especialmente, a gente queria agradecer aos colegas da Universidade que formaram a curadoria de algumas das mostras e à professora Joseane dos Santos, que trouxe os intérpretes de Libras para promover mais acessibilidade no Festival”, agradeceu Sérgio Onofre.

Expansão do mercado audiovisual brasileiro

A solenidade de abertura também contou com a conferência A expansão do mercado audiovisual brasileiro: Fundo Setorial Audiovisual (FSA), ministrada pelo professor do Instituto de Ciências Sociais da Ufal, Helder Maia. De forma breve, ele mostrou a evolução de público e de recursos destinados à produção cinematográfica no Brasil. De acordo com o docente, por meio do FSA, fundo do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), há cada vez mais recursos para a criação de conteúdo tanto para o cinema, quanto para os canais de TV por assinatura. “Dinheiro não falta, hoje existe no FSA mais de 2 bilhões de reais em recursos esperando a aprovação de novos projetos”, destacou Helder Maia.

Helder ainda lembrou o papel decisivo das prefeitas na produção de editais que possibilitem o uso desses recursos. O professor falou que cidades com menos de 500 mil habitantes ou aquelas maiores, mas ainda com baixo número de salas de cinemas, são as principais beneficiadas da atual política federal na área. “O Programa Brasil Todas as Telas, por exemplo, tem ações específicas direcionadas para a construção de núcleos criativos, para a formação de bancos de roteiros, além da formação de conteúdos regionais, por meio das secretarias de cultura dos municípios”, descreveu o docente.

No primeiro dia de evento, também tiveram início outras mostras como a Competitiva, a Nacional, a Ambiental e a Infantil, que ocorrem ao longo do dia, na Praça 12 de Abril e no Teatro Sete de Setembro. Até o dia 7 deste mês, ainda ocorrerão workshops, oficina e diálogos com os realizadores dos filmes exibidos. O festival termina no próximo sábado com a premiação da Mostra Competitiva. Veja programação completa aqui.

Fonte: Ascom | Ufal

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