Dados colhidos e analisados pelo Grupo Gay da Bahia, relativos ao ano passado, apontam que Alagoas é um dos estados brasileiros com mais casos de violência letal homotransfóbica. É o décimo no país e o quarto no Nordeste. Foram treze assassinatos em 2021.

Na sequência, são considerados os mais violentos: São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Ceará, Pará, Pernambuco, Mato Grosso e Alagoas. “A capital mais insegura para LGBTQIAI+ em 2021 foi Salvador (12 mortes), seguido de São Paulo, com 10 ocorrências, Curitiba, Manaus e Rio de Janeiro, com sete (7) casos cada, Belém aparece com seis (6) casos e Recife com cinco (5), João Pessoa (4), Campo Grande, Cuiabá, Maceió e Natal (3) e Aracaju com dois casos”, informa trecho do relatório.

Em setembro de 2021, o professor José Acioli da Silva Filho, de 59 anos, foi morto após estrangulamento durante encontro com o acusado, em um crime premeditado. Detalhes do crime foram reforçados durante levantamento da entidade. “Nestas sangrentas e covardes execuções, 28% foram perpetradas com armas brancas (faca, facão, tesoura, enxada – chegando até a 95 facadas!), em seguida, 24% com armas de fogo, 21% de espancamento e estrangulamento, incluindo asfixia, tortura, atropelamento doloso.”

De acordo com o Grupo Gay da Bahia, 300 LGBTQIA+ sofreram morte violenta no Brasil em 2021, 8% a mais do que no ano anterior: 276 homicídios (92%) e 24 suicídios (8%). “O Brasil continua sendo o país do mundo onde mais LGBT são assassinados: uma morte a cada 29 horas. Esses dados se baseiam em notícias publicadas nos meios de comunicação, sendo coletados e analisados pelo Grupo Gay da Bahia, que há 40 anos divulga essas tristes estatísticas, cobrando do governo políticas públicas que erradiquem essa mortandade que vai muito além desses números, pois representam apenas a ponta de um iceberg de ódio e sangue”, alerta o relatório.

Com exceção de 2020, quando pela primeira e única vez a morte violenta de transgêneros ultrapassou a dos gays, também em 2021, como nas últimas quatro décadas, os gays são, em termos absolutos, o grupo mais atingido pela violência letal. Em 2021, os homossexuais masculinos voltaram novamente a ocupar o primeiro lugar no ranking de mortes de LGBTI+: 153 gays (51%), seguidos das travestis e transexuais com 110 casos (36,67%), lésbicas com 12 casos (4%), bissexuais e homens trans 4 casos (1,33%), uma ocorrência de pessoa não binária e um heterossexual, este último confundido com um gay.

Fonte: TV Gazeta

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