Em 15 de setembro de 2016, durante as gravações da novela Velho Chico, da TV Globo, o Brasil perdeu um de seus galãs da televisão. Domingos Montagner morreu, aos 54 anos, enquanto nadava com a atriz Camila Pitanga no Rio São Francisco. Cinco anos após a tragédia, o ator ganhou a biografia O Espetáculo Não Para, escrita pelo jornalista Oswaldo Carvalho e lançada pela editora Máquina de Livros.

A obra narra a trajetória de Domingos desde a infância no Tatuapé, em São Paulo, até se consagrar como um dos maiores atores brasileiros da época. Oswaldo traz o leitor para o dia a dia de Mingo – como era chamado na infância – e sua inquietação até descobrir o mundo artístico. As primeiras experiências no teatro amador, o talento para criar e manipular bonecos, as aulas na Circo Escola Picadeiro, as dificuldades enfrentadas como artista de rua e as viagens pelo mundo em festivais e mais.

Além de retratar um lado pouco conhecido de Domingos Montagner como artista circense, a obra caminha até o momento que o ator virou o galã de novelas. Expõe ainda o nascimento dos três filhos de Mingo — Léo, Dante e Antônio —, o casamento com a produtora Luciana Lima e a morte do ator no “Velho Chico”.

“Espero que o livro resgate a importância de Domingos e de toda a sua geração que aprendeu a arte circense na Circo Escola Picadeiro, em São Paulo, e transformou a cena cultural do Brasil com espetáculos inovadores. Desejo também que inspire muita gente a fazer arte unindo criatividade, rigor e respeito ao público, como acho que Domingos fez”, diz Oswaldo.

Em conversa com o Metrópoles, Luciana Lima falou sobre a obra e o legado artístico de Domingos; contou como mantém viva a lembrança do artista para os filhos do casal; lembrou de rumores de que o galã estaria vivendo um affair com a atriz Cleo Pires; e comentou sobre a relação com Camila Pitanga, que estava com Domingos no momento do trágico acidente.

A produtora contou que viver com Domingos era “estimulante”, e afirmou que o ator ainda é presente na vida dela e dos filhos. Luciana ponderou que, cinco anos após a perda do marido, guarda na memória tudo de bom que viveu com o artista.

“Ele é muito presente, em tudo. A referência masculina para filhos homens é tão importante quanto a figura feminina no lugar do acolhimento. A gente vê aquele homem de 1,87 metro chorando na apresentação [dos filhos], emocionado com festa junina, ele era muito sensível. Mas era firme, de trazer conhecimento, valores”, começou ela.

“Ressignificamos os lugares que íamos em cinco, agora vamos em quatro. É uma saudade de emocionar nesse lugar da lembrança boa. Não o que a gente perdeu, mas fica sempre nesse lugar da memória boa do que viveu”, disse Luciana Lima.

Relação com Camila Pitanga

Luciana ainda garantiu que, apesar de rumores sobre um suposto envolvimento de Domingos e Camila na época da gravação da novela Velho Chico, mantém contato com a atriz sempre que possível.

“Sou amiga da Camila, sempre que possível a gente está se apoiando. Ela também é mãe solo, a gente troca nesse lugar. Ficou essa amizade que talvez se não tivesse existido essa fatalidade, a gente talvez não tivesse estreitado também”, explicou a produtora.

“Esse laço de afeto que ficou no Domingos permanecem até hoje. Não é com tanta frequência, mas têm alguns artistas que mantém contato hoje. Foi mais um dos presentes que Domingos meu deu foram esses amigos”, finalizou.

Fonte: TV Gazeta

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