De acordo com dados do Ministério da Saúde (MS) e da Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau/AL), o resultado das coberturas vacinais do primeiro semestre de 2021 mostra que, para as principais vacinas de rotina, o estado ainda não alcançou a meta preconizada pelo Ministério da Saúde.

A Sesau ressalta que a execução das campanhas de vacinação é realizada pelos 102 municípios do estado de Alagoas e, que, além de aplicarem as doses, promovem estratégias para atingir o maior público possível e atingir as metas, cabendo ao estado distribuir as vacinas enviadas pelo Ministério da Saúde e prestar assistência técnica, quando solicitada, porém, a procura ainda é baixa. A pandemia da Covid-19, por sua vez, tem causado a baixa procura.

Desde 2020, em razão da pandemia, foi percebido um distanciamento dos usuários em relação ao comparecimento às Unidades Básicas de Saúde (UBSs) para serem imunizados e, consequentemente, houve uma queda drástica no percentual de crianças vacinadas, acrescentou a Sesau.

A sesau, por sua vez, faz um apelo para que os pais não deixem de vacinar seus filhos, uma vez que só a vacina é capaz de evitar doenças graves, como a Meningite, Sarampo e Paralisia Infantil, descartando, inclusive, as fake News, que propagam informações falsas, quando, na verdade, todas as vacinas que fazem parte do calendário básico de vacinação foram testadas e têm eficácia comprovada, conforme atestam pareceres expedidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

À Gazeta, o infectologista Fernando Maia contou o porquê de o ato de se vacinar é importante:  “A vacinação é a grande arma que a medicina dispõe para o controle de doenças potencialmente fatais ou com capacidade de causar sequelas graves, sem que a pessoa precise adoecer para adquirir esta imunidade”.

E completa: “A imunização não apenas protege a vida de quem recebe a imunização, mas, sim, a todos que estão ao redor e que essa atitude leva a ter um controle de doenças que antes eram um grande problema”.

A quantidade de mortes e sequelas que não aconteceram por causa de vacinação da Covid, por exemplo, é incalculável, e, segundo Maia, vacinar-se não é uma decisão individual. “Quando alguém deixa de se vacinar põe em risco a própria vida e a das pessoas que o cercam, Com esse movimento antivacina, estamos em risco do recrudescimento de doenças que já estavam controladas’’, finalizou.

Fonte: TV Gazeta

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