Após receberem um laudo assinado por um engenheiro civil particular que atesta problemas em 62 imóveis referentes ao afundamento do solo, moradores da região dos Flexais (de Cima e de Baixo) e das Quebradas, no bairro de Bebedouro, em Maceió, aguardam definição da Defesa Civil e da Braskem sobre a possibilidade de serem incluídos no mapa de risco para realocação.

Eles contrataram um profissional para avaliar as residências, em um raio de 2 mil metros quadrados, e ficaram sabendo que o local onde vivem também é afetado pelas rachaduras causadas pela exploração de minério na localidade.

O laudo foi assinado pelo engenheiro civil Lucas Mattar. Em entrevista à imprensa, ele afirma que fez uma análise nos imóveis e constatou problemas sérios. Seriam rachaduras diagonais, a mesma patologia apresentada em outras áreas da cidade que já foram evacuadas pelo afundamento do solo.

Mattar conclui que as residências dos Flexais e da Quebrada têm dificuldades sérias, motivo pelo qual os moradores precisam ser realocados com urgência. “Com o passar do tempo – e eu não posso precisar o tempo – o quadro tende a piorar e os imóveis podem ceder”, confirma.

Apesar de não ter sido incluída no mapa de risco da Defesa Civil, a região está em isolamento social, levando em consideração que os bairros próximos foram evacuados. “O mais grave é que fiz a vistoria em algumas casas vizinhas, que foram seladas por causa das rachaduras. Nos imóveis que visitei, constatei o mesmo problema”, reforçou o engenheiro civil.

Para o líder comunitário Antonio Domingos, os vizinhos vivem apreensivos, mas aguardam com esperança novidades depois do laudo que foi apresentado. “Estamos dependendo da Justiça e da Defesa Civil para que a gente possa ser realocado com uma indenização justa”, afirmou.

Atualmente, uma média de 3.500 pessoas espera por uma definição do caso. Enquanto isso, muitos moradores afetados já colocaram placas de venda nas residências, mesmo na incerteza de que não devem conseguir encontrar interessados.

Em nota, a Braskem informou que está em diálogo com as autoridades para buscar uma solução conjunta que atenda à comunidade do entorno do mapa, por meio de iniciativas nas áreas social, econômica e urbanística.

Destacou ainda que a região não consta do mapa de desocupação e monitoramento definido pela Defesa Civil e que técnicos e especialistas recomendam que processos de deslocamento de populações devem ser evitados ou minimizados, à exceção de situações de riscos que não sejam passíveis de solução alternativa.

A reportagem entrou em contato com a Defesa Civil e aguarda um posicionamento oficial.

Fonte: TV Gazeta

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