O Ministério Público de Alagoas (MPAL) abriu procedimento preparatório para apurar a falta de estrutura do Hospital Sanatório, em Maceió, e a eventual falta de responsabilidade da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) por continuar direcionando pacientes do Hospital Geral do Estado (HGE) àquela unidade.

A investigação foi instaurada pela promotora Gilcele Dâmaso de Almeida Lima e publicada na edição desta segunda-feira (16), do Diário Oficial Eletrônico do MPAL.
Chegou ao conhecimento do MPAL, por meio da Ouvidoria, que, no Hospital Sanatório, uma série de reclamações, incluindo ausência de médicos, salários atrasados há três meses, falta de funcionários, inexistência de insumos e medicamentos básicos, assim como o não funcionamento do gasômetro da UTI [Unidade de Terapia Intensiva].

De acordo com a promotora, a “Sesau tem mostrado irresponsabilidade, pois, mesmo diante da falta de estrutura, continuava enviando pacientes do HGE para o Sanatório”. Gilcele Dâmaso enviou um ofício ao Estado em busca de respostas sobre a situação, mas não recebeu o retorno. Por isso, converteu a notícia de fato (investigação preliminar) em procedimento preparatório.

A intenção é apurar as denúncias que chegaram por meio da Ouvidoria do MPAL. Caso a investigação não evolua, um inquérito civil pode ser instaurado e, em seguida, uma propositura de ação civil pública.

Na semana passada, a Gazetaweb publicou a denúncia de assistência médica precária no Sanatório envolvendo a paciente Maria Helena Bertoldo, de 68 anos. Os familiares apelavam pela transferência urgente da idosa, que padecia com quadro de infecção urinária e estava internada no hospital, desde o dia 29 de abril, reclamando de fortes dores abdominais e de atendimento inadequado.

A direção da unidade prometeu descobrir o que estava acontecendo e tomar as devidas providências.

Fonte: TV Gazeta

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