Uma gestante, com nove meses de gravidez, estava perdendo líquido, quando, após exames, foi encaminhada para o hospital de referência em maternidade risco, a Santa Mônica, localizada no bairro do Poço, em Maceió. Mas ao chegar lá, a mãe da mulher grávida denuncia que houve uma espera de quase cinco horas e, ao final, não houve atendimento médico. Assim, ela e a filha tiveram que voltar para casa, para retornar só no dia seguinte. O caso ocorreu nesta segunda-feira (25).

De acordo com Maria Cristina da Silva, estava previsto hoje para a filha fazer o último pré-natal. No dia 1º de maio, completa nove meses de gravidez. Durante o pré-natal, as imagens mostraram que o bebê estava muito pequeno e que a gestante estava com perda de líquido.

Maria Cristina conta que ela foi encaminhada a um hospital para realizar exames específicos. Ao chegar lá, foi avaliada e direcionada para a Santa Mônica, que é uma maternidade que atende pacientes com alto risco de gravidez.

“Chegamos lá por volta das 14h e já tinha outras gestantes. Ela passou pela triagem e nos disseram que o médico iria chegar umas 17h30. Ficamos aguardando, tanto a gent, como as outras gestantes que já se encontravam lá. Quandfo foi 18h30 ele chegou”, conta a mãe da paciente.

“A gente aguardou mais uns 15 minutos. A minha filha, que já estava dentro, e eu fora na recepção, saiu com as outras que estavam com ela, dizendo que foi informada pela enfermaria que não iria haver atendimento, só amanhã de manhã”, relata a mulher.

Segundo a denunciante, após quase cinco horas a espera de atendimento, a filha teve que voltar para casa sem receber assistência médica, para retornar nesta terça-feira (26). No entanto, ela afirma que há pacientes do interior que precisaram permanecer na maternidade, para dormir na recepção, à espera de atendimento, o que deve ocorrer somente no outro dia.

“Tem uma senhora que é de São Luís do Quitunde [Litoral Norte de Alagoas], que veio com a vizinha dela, e a ambulância já tinha ido embora, ela vai dormir na recepção da Santa Mônica, porque não tem para onde ir. É um verdadeiro descaso. Eu fique indignada”, conta a mãe da paciente.

” Eu disse: mas a minha filha foi encaminhada para aqui, o hospital de referência. Todo mundo ficou desnorteado. Porque quem estava ali, estava porque precisa. Acho um desrespeito tão grande no mundo. Fico revoltada”, complementa o desabado, Maria Cristina.

A Gazetaweb entrou em contato com a Maternidade Santa Mônica para saber o motivo de não ter havido o atendimento às pacientes na tarde e início da noite desta segunda-feira (25). À reportagem, o hospital afirmou que “todas as pacientes foram atendidas pelo obstetra do plantão. Além disso, ressalta que, os casos de dispensa de paciente para retorno posterior ocorre após avaliação obstétrica, por não haver necessidade de internamento ou transferência para outra maternidade”.

Fonte: TV Gazeta

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