O quarto filme da franquia chegou e com ele uma expectativa gigante, antes de começar quero dizer que sou completamente fã da franquia, sou apaixonado pelo roteiro das irmãs Wachowski e a forma de direção de cena que elas executam.
Então prepara que lá vem bastante coisa. Uma observação, sim, teremos spoiler!

  O filme começa com uma cena maravilhosa fazendo um efeito de contra espelho no chão molhado, fragmentos da identidade das irmãs Wachowski, apesar que neste filme só Lana  Wachowski faz a direção e roteiro, Lily, não participou do longa. A cena refere-se a um modal que está sendo rodado dentro da Matrix, uma experiência de realidade criada pelo programador Thomas Anderson (Neo). Esse conceito do Thomas ser o criador do modal é fantástico, se o filme fosse por esta vertente seria maravilhoso, pois é deste conceito que sai o personagem, Morpheus.
O personagem Morpheus, só entra no filme porque é retirado do modal e transportado para a realidade da Matrix pela capitã Bugs e sua tripulação. Mas esse conceito do modal fica por isso mesmo e o filme segue em outra rota.
As referências sobre os filmes Matrix, dentro do roteiro é bem interessante, a autovalorização da franquia dentro do roteiro também é muito bem feita, apesar que sei, que muitos não gostaram, eu gostei, fugiu da lógica e entrou na vibe da expectativa do que se esperava de Matrix 4.
O filme traz uma fotografia totalmente diferente do que já vimos até aqui, a textura e filtros são absurdamente lindos, essa é a palavra que define, Daniele Massaccesi e John Toll, fizeram um trabalho muito além do que se esperava, disso não tenho dúvidas.

   A produção foi compartilhada por Lana Wachowski, Grant Hill e James McTeigue, com direção única de Lana. Vamos parar um pouco para falar sobre isso, pois é uma área do longa que envolve o formato de filmagem, ângulos, direção de cena e etc.
Eu entendo que Keanu, tenha seus quase sessenta anos e não tem mais tanta desenvoltura para cenas de ação, mas é necessário partir da direção a melhor forma para que o ator não pareça forçado ou incapaz de realizar a cena. Sejamos francos, falta algo nessas cenas, é bizarro ver que o personagem é forçado a utilizar um recurso com as mãos, onde ele paralisa e controla coisas, seja uma bala, um helicóptero, carro, foguete, seja o que for,  Neo usa esse recurso.
Se você for assistir Matrix esperando aquelas sequências de luta de ação, ficará frustrado, pois o filme mal apresenta essas sequências e as coreografias de lutas são muito, mas muito mal feitas. Como eu disse, eu entendo que Keanu não possa realizar uma sequência de cenas dessa forma, mas não se pode tirar a identidade da franquia. Matrix revolucionou o cinema em 1999, por vários motivos e um deles são as sequências de luta em plano aberto e as cenas em bullet time e isso foi perdido com Matrix 4. E longe de mim querer que este filme supere os outros, eu só esperava um bom filme com a identidade da franquia.

  Para terminar, pois esta análise está bem longa, tenho que falar da cena tosca com Trinity pairando no ar, segurando Neo, acredito que teria outras formas de fazer esta cena, pois ela não tem empolgação e sentido algum, se Trinity agora possui as mesma habilidades que Neo, isso poderia ser melhor aproveitado.

A trilha sonora…
A trilha sonora do filme é uma coisa bizonha, sei lá o nome que posso me referir a esse trabalho, não tem como expressar o quão ruim é a trilha, eu não sei qual o conceito por trás da trilha, mas eu não gostei.


Aí você pode me perguntar, em resumo, o filme é ruim? Não! Mas também não é essa Coca-Cola toda, é possível assistir e curtir de boas, mas não tem como, não se irritar com algumas cenas sem fundamento e mal feitas. É isso! 

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