relações saudáveis
Head to head. Woman holding hands on man's chest. Man touching woman's head. Bright background.

Ao longo da história das relações amorosas foi sendo estabelecida uma conceituação distorcida do que é DEPENDER, o que acabou gerando distorções a respeito das relações afetivas, fazendo com que várias mulheres e/ou homens desistissem de desejar uma vida feliz e saudável a dois.

O que foi visto e reproduzido em massa foi à prevalência do “mais forte” sobre o “mais fraco”, que é TUDO menos uma relação equilibrada. Isso gera, na realidade, uma relação de abuso de poder. E muitas mulheres se submetem a isso achando que era amor.

Mulheres aprenderam que ser fraca é sinônimo de feminilidade. Homens também aprenderam que ser agressivo era ser forte, sinônimo de masculinidade. Porém, ser fraca não tem nada a ver com ser vulnerável e sensível, e ser agressivo não tem nada a ver com ter firmeza e postura segura.

No momento da história onde as mulheres buscaram recuperar este poder, a coisa foi para o outro extremo pela necessidade que ela tinha de prevalecer “mais forte” ou de provar que não era a “mais fraca” da relação. Isso tem criado gerações de MULHERES FORTES, mulheres empoderadas, mas que não sabem sequer o que esperar de um par ou, no mínimo, qual é o seu papel dentro de uma relação.

Porque, pensa comigo: numa relação onde ser vulnerável é sinônimo de fraqueza, não dá para repetir o ciclo de abuso de poder, certo? O mesmo vale para os homens. Os homens observando as mulheres mais empoderadas perceberam-se fora do lugar de “mais forte” e consequentemente fora do contexto e da realidade de um homem firme e seguro dentro da relação.

O que temos hoje então? Homens e mulheres que aprenderam de uma maneira distorcida sobre o seu papel e dever numa relação. Não vou ser a pessoa a ditar os papéis sociais do homem e da mulher numa relação heterossexual. Mas, no meu ponto de vista, existe um modo de funcionamento natural e saudável que cada um pode exercer dentro de uma relação. Mas o que eu quero deixar claro é que relações afetivas não têm a ver com a prevalência de poder e dominação de uma pessoa que é mais forte e outra mais fraca.  Relações afetivas tem a ver com existir pessoas comprometidas o suficiente para estarem numa relação, cumprindo um papel fundamental para a manutenção das virtudes um do outro, e assim, prosperarem e crescerem nela.

Muitos falam que depender de alguém é ruim e não conseguem enxergar isso como benéfico. Depender, em um movimento sadio na relação, tem a ver com saber contar com o outro de uma maneira consciente e responsável. Saber quando algo é de responsabilidade própria e quando é responsabilidade do outro. É 50/50.

Pergunta-reflexão: o quão suficiente eu estou disponível para viver uma relação assim?

O autoconhecimento nos liberta dos medos, das dores emocionais, dos traumas do passado, das relações de abuso de poder, das relações sem limites claros. O autoconhecimento nos coloca em um lugar seguro de desejar uma vida melhor, não porque ‘eu sou melhor’, mas porque estamos conhecendo e amadurecendo constantemente uma versão melhor de tudo aquilo que vivenciamos. E querer, de um lugar seguro e confiável, relacionar-se melhor consigo e com os outros. O autoconhecimento nos traz a possibilidade de escolher o que se quer viver, com quem quer viver e como as coisas podem funcionar mais saudáveis na vida. O autoconhecimento nos possibilita escolher diariamente ser feliz por ser e conhecer quem nós somos e como funcionamos dentro dos nossos diversos contextos e relações.

 

SAMARA. LOUYSE MEDINO DA SILVA
Psicóloga Clínica
CRP-15/5405
Mentesa.terapias@gmail.com
@mentesa.terapias

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