Manifestantes bloqueiam rodovia em Marechal Deodoro

Eles atearam fogo a pneus, sucata e galhos de árvores. Dois sentidos da via, que da acesso a cidade, estão bloqueados.

Um protesto bloqueia a rodovia AL-101, em Marechal Deodoro, na tarde desta quarta-feira (11). Os manifestantes reivindicam a não entrega de cerca de mil casas populares. Eles atearam fogo a galhos de árvores, pneus e sucata, e impedem a passagem de veículos nos dois sentidos da via que dá acesso à cidade.

Segundo eles, são 750 residências no conjunto Maria Gislane Matheus e 250 do conjunto Eric Ferraz. “Enquanto as casas não são entregues, estamos tendo que viver de aluguel, de favor, na beira do rio e na lama. É uma situação desumana”, disse o representante dos moradores, Edeilton da Silva Lima, 30.

De acordo com Silva, as casas já estão prontas, mas até agora nenhum dos moradores recebeu uma justificativa para a não entrega dos imóveis.

Para outra moradora prejudicada, que não quis se identificar, tudo começou a piorar no meio de 2015, quando a prefeitura cancelou benefícios para moradores de baixa renda.

A organização do protesto estima que pelo menos mil pessoas participaram da mobilização desde a última terça-feira (10).

Segundo o tenente Alencar, da Polícia Militar de Marechal Deodoro, apenas 80 pessoas estão envolvidas no protesto apenas. “Protesto pacífico. Eles cobram melhorias, sem confusão. Estamos aqui só para monitorar, enquanto aguardamos ordens do Comando de Policiamento da Capital”, explicou.

Posicionamento da Prefeitura
Por meio da assessoria de comunicação, a Prefeitura de Marechal Deodoro informou que em relação às casas do Conjunto Eric Ferraz, a construtora pediu falência e enquanto isso as obras estão paradas.

Já sobre a situação do Conjunto Maria Gislane Matheus, a Prefeitura disse que as obras não estão totalmente concluídas porque faltam pequenos detalhes como a da iluminação. Informou ainda que hoje pela manhã os moradores, representantes da prefeitura e a construtora se reuniram para discutir o assunto. Na ocasião, a construtora prometeu entregar os imóveis no segundo semestre deste ano.

Ainda segundo a assessoria, questões burocráticas também estão sendo resolvidas. Além disso, há problemas com alguns cadastrados que já receberam casa, venderam e querem uma outra nova.

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